Cicinho, jogador do Real Madrid entre 2006 e 2007, concedeu entrevista exclusiva para o jornal Estado de São Paulo, onde relatou os seus problemas com o álcool durante sua carreira como jogador de futebol.

O ex-lateral revelou que começou a beber ainda na infância: “Comecei a beber com 13, 14 anos, quando fui ao Botafogo de Ribeirão Preto. Eles me disseram que a cerveja era boa e eu bebi. Tudo começou com a primeira bebida e eu não parei até os 30 anos de idade. Foram quase 20 anos bebendo, bebia umas 10 cervejas por dia”.

“Eu só bebia cerveja no começo pois não tinha dinheiro, depois passei a beber de tudo. Já o cigarro eu fumei entre 1999 e 2010. Eu só fumava quando bebia, mas olha como eu bebia… todos os dias”, completou.

O brasileiro relatou sobre o quão estes problemas prejudicaram a sua carreira dentro das quatro linhas. “Eu sempre fui apaixonado por futebol. Quando Deus dá um dom e não sabemos como administrá-lo, é porque há algo errado. Não tive mais prazer em entrar em campo, treinando e me concentrando. Eu tinha 30 anos e jogava com a Roma em 2010, quando isso aconteceu”.

Cicinho demonstrou bom futebol no Real Madrid na famosa época dos ‘Galácticos’ e conquistou o Campeonato Espanhol da temporada 2006/07, mas com a troca de treinador e pelas lesões, acabou se transferindo para a Roma. Hoje em dia, está livre dos vícios e conta que isso foi possível por conta do apoio de sua esposa e pela sua crença em Deus.

Ela me incentivou a conhecer os princípios que eu tinha, que eram orientados para a palavra de Deus, e foi assim que eu tive minha transformação”, disse.

“O futebol foi uma fase da minha vida. Agora, minha fase é mostrar meu testemunho e ajudar as pessoas a não cair na estrada em que caí. Eu dou conferências motivacionais. Não estou apto para jogar, minha mente é de um ex-jogador de futebol, meu corpo já está acostumado“.

Por fim, Cicinho contou que está há oito anos sem fumar e beber, e reafirmou a importância de sua fé em Deus para tudo isso ocorrer: “Não tenho problemas com álcool e cigarro há oito anos. Não traio minha esposa, vivo os princípios que Deus me pede. Espero que as pessoas olhem para ele em busca de ajuda, porque é triste ver grandes jogadores brasileiros e do futebol mundial com o poder de influenciar o lado bom, e que fazem isso para o lado ruim”, encerrou.

Foto: Getty Images Sport/Denis Doyle

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