O entrevistado da semana no programa “Campo de Estrellas”, da TV oficial do Real Madrid, foi o recém-contratado Ferland Mendy. O lateral francês repassou os momentos difíceis de sua vida até o dia em que foi adquirido pelo clube madridista.

Infância e começo no futebol: “No meu bairro, havia um campo atrás da minha casa, logo atrás do meu bloco de apartamentos. Era um campo de de barro, com gols sem redes e foi aí que comecei a brincar com as outras crianças do meu bairro. Sempre que recebia a bola, adorava driblar e fazia barulho quando passava por um jogador. Joguei na frente, depois na ala esquerda e desde então sou lateral esquerdo”.

Grave lesão na adolescência: “Eu tinha 14 anos, quase 15 anos, e foi uma lesão no meu quadril esquerdo. Quando lhe dizem, nessa idade, que é isso para você no que diz respeito ao futebol e que nunca mais jogará… Pensei que meu sonho nunca se tornaria realidade. Passei dois meses no hospital com as duas pernas engessadas. Foi quando percebi que teria que aprender a andar novamente. Comecei e passei cerca de quatro ou cinco meses em reabilitação. Levei um mês para aprender a andar, embora eu realmente me esforçasse, ainda me machucava por um ano ou dois depois. No final da reabilitação, comecei a andar de muletas e depois aprendi a andar em linha reta. Chutei uma bola um ano depois disso. Eu nunca esquecerei essas coisas e elas me deixaram mentalmente mais forte”.

Senso de humor: “Quando eu era criança, adorava brincar. Agora, quando se trata de contar piadas, tenho a barreira do idioma, mas em Lyon e Le Havre eu era um verdadeiro piadista. Eu amo fazer piadas com as pessoas e rir, isso é apenas quem eu sou. Essa é a minha personalidade: eu brinco com todo mundo e minha risada é contagiosa”.

Raízes da infância: ” Sinto como se as pessoas da minha cidade ficassem de olho no meu progresso. Às vezes, volto para visitar porque meus amigos mais próximos ainda moram lá. Eu não esqueci minhas raízes. Eu trabalhei do começo ao fim e com meu desenvolvimento e trabalho duro. Me propus a meta de ser o melhor que posso ser”.

Autocrítica: “Quando cometo um erro, sei exatamente o que era. Converso com minhas irmãs no final do jogo e sei que durante esse período da partida não me saí bem. Por exemplo, perdi a bola quatro vezes no primeiro tempo e duas vezes no segundo. Eu sou autocrítico. Eu sei quando eu fiz uma boa partida ou não”.

Chegada ao Real Madrid: “É um sonho jogar no melhor clube do mundo. Não há muitas opotunidades na vida e, quando chega uma, é necessário valorizá-la. No dia da apresentação eu estava muito nervoso por ver tanta gente à minha frente. Era a primeira vez que isso acontecia comigo. Quando saltei ao gramado do Santiago Bernabéu estava impressionado. É um prazer vestir a camisa do Real Madrid e darei tudo por ela”.

Primeira partida: “O dia em que fiz minha estreia no Real Madrid foi especial. Queria causar uma boa impressão e ter um bom desempenho … Sabia que seria um jogo difícil contra o Bayern de Munique”.

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