Colchoneros afirmam que não farão a guarda de honra a não ser que o clube peça

Com o 35º título de LaLiga do Real Madrid confirmado na partida contra o Espanyol, os olhos se voltaram ao dérbi madrileño no Wanda Metropolitano, no próximo domingo (8). Segundo tradição europeia, jogadores adversários devem formar uma “guarda de honra” para a entrada do time campeão no campo no jogo seguinte à conquista de um título. O vestiário do Atlético de Madrid, porém, se recusa a realizar a guarda de honra. Além disso, os jogadores afirmam que só farão caso a diretoria colchonera exija.

“Guarda de honra para o Real Madrid? Os felicitamos, mas respeitamos nossa torcida”, afirmou José Maria Gimenez, zagueiro do Atlético. O capitão do time Jan Oblak também falou sobre o assunto e foi mais incisivo. “Não gosto de realizar ou receber a guarda de honra, mas o clube vai decidir e faremos se for necessário”, disse o esloveno.

Os jogadores do Atlético acatarão a decisão do clube colchonero, mas eles estão cientes de que a torcida é contra o ato. Além disso, os jogadores vêem o dérbi como um jogo decisivo para a classificação do time para a próxima edição de Champions. Eles acreditam que a guarda de honra aumentaria a tensão entre torcidas e serviria como humilhação ao Atlético, e não homenagem ao Real Madrid.

Os colchoneros argumentam que o Real Madrid não realizou a guarda de honra para o Barcelona em 2018, a mando de Zidane. O clube merengue tampouco homenageou o Atlético de Madrid na final da Champions de 2014, logo após os colchoneros terem conquistado LaLiga. Em contrapartida, os madridistas retrucam e apontam que o Atlético de Madrid não felicitou nem o Real Madrid nem o Real Betis pela conquista do Espanhol e Copa do Rei, respectivamente.