Balanço da LaLiga indica boa saúde das finanças do Real Madrid após informação ser antecipada por jornal espanhol

A LaLiga divulgou na última quarta-feira (29), o limite de gastos em salário dos clubes tendo o Real Madrid com a maior margem de lucro. A lista confirma a informação do jornal espanhol “El Partidazo del Cope”. O teto salarial de um time de LaLiga depende do Fair Play Financeiro, limitando os gastos de acordo com o balanço financeiro do clube.

Conforme a lista divulgada, o clube disparou com o maior teto salarial ao apresentar 739 milhões de euros de limite. O Barcelona figura em sétimo, com 97 milhões.

O Fair Play Financeiro de LaLiga atua nos salários de acordo com a arrecadação dos clubes nos 12 meses anteriores, avaliando o dinheiro que o clube arrecadou para determinar um teto de gastos e, assim, preservar a saúde econômica dos clubes. Caso esse limite seja excedido, o clube será impedido de registrar jogadores até que se encaixe no teto definido. Essa política foi o que motivou a saída de Messi do Barcelona, pois o clube catalão não poderia inscrever seu ex-camisa 10 por exceder os limites salariais.

O balanço que LaLiga divulgou conta com informações como lucro por transferências, rendas comerciais, investimentos externos e outros movimentos, como direitos audiovisuais da temporada 21/22, liquidação dos direitos de TV da temporada 20/21, utilização de patrimônio líquido, entrada de dinheiro pelo acordo da liga com o fundo de investimentos CVC, entre outros.

Situação do Real Madrid

O Real Madrid registrou 18 milhões em lucros por transferências e 292 milhões em “outros movimentos”, que não foram especificados por La Liga. Portanto, mesmo recusando o acordo com a CVC, o clube madridista registrou o maior aumento de limite salarial. Isso indica, também, a maior arrecadação na última temporada.

Desse modo, os merengues se mantém como o clube com maior teto salarial e dispara dos 473 milhões de euros na temporada 20/21 para 739 milhões de euros na atual temporada. Para efeito de comparação, o segundo colocado Sevilla apresenta 200 milhões de limites, quase 4 vezes menos que o Real Madrid. O Atlético de Madrid vem em terceiro e o Barcelona registra uma queda vertiginosa de 347 milhões para 97 milhões. Desse modo, o clube catalão sai da segunda para a sétima colocação.

Postura do clube durante a pandemia

Segundo o site Transfermarkt, o Real Madrid registra 181 milhões de euros em saídas nas últimas 2 temporadas, e apenas 31 milhões de euros gastos. O clube realizou vendas importantes como Hakimi, Reguilón, Varane e Odegaard, além de liberar Sérgio Ramos a custo zero. Desse modo, o clube enche seus cofres e diminui a folha salarial.

Durante o delicado momento econômico da pandemia, o Real Madrid se mostrou cauteloso no mercado e, portanto, trouxe apenas oportunidades de mercado. David Alaba a custo zero e Eduardo Camavinga por 31 milhões de euros foram as únicas movimentações do clube no mercado.

Para ajudar o clube, os jogadores do Real Madrid aceitaram uma redução salarial entre 10% e 20% e renunciaram ao prêmio por vencer LaLiga na temporada 19/20. Os executivos do clube também aceitaram a diminuição dos seus salários.

O Real Madrid fechou a temporada 20/21 com 874 mil euros de lucro e redução da dívida líquida do clube em 200 milhões. Para efeiro de comparação, o Manchester United apresentou 93 milhões de libras de déficit, a Juventus perdeu 113 milhões e o Barcelona sofreu um rombo de mais de 480 milhões de euros na última temporada.

Com as recentes vendas, aumento das receitas com a volta do público nesta temporada, administração econômica que organiza e capitaliza investimentos para manter a saúde financeira do clube e o fim de contrato de jogadores com altos salários como Bale, Isco e Marcelo, o Real Madrid chegará na próxima temporada com muita folga para reforçar seu elenco.